09 março 2020

Terras Sem Sombra

Arraiolos recebeu “Festival”

“Terras sem Sombra” visa dar a conhecer a um público alargado, através do património, da música e da conservação da natureza, um território que sobressai pelos valores ambientais, culturais e paisagísticos e apresenta um dos melhores índices de preservação da Europa.

O “Terras sem Sombra” dias 29 de Fevereiro e 1 de Março cumpriu mais uma etapa do seu caminho, para elevar esta terra vasta que é a planície, que o acolheu em Arraiolos.
“Terras sem Sombra” percorreu a história desta terra, deixou que a música espalha-se o seu encanto para lá da Igreja, repleta de visitantes, e se ouvisse no silêncio dos claustros, em harmonia com a sensibilidade das flores, que no vale anunciam a primavera.
A arte musical esteve presente no convento de Nossa Senhora da Assunção, com a flauta da checa Monika Streitová e o piano da portuguesa Ana Telles.
A ação de património cultural homenageou a arte tapeteira.
No âmbito da salvaguarda da biodiversidade, falou-se da bolota como alimento do futuro, pondo-a em relação com o montado.
A “arte tapeteira de Arraiolos” teve ponto de encontro no Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos, com “uma viagem ao Tapete de Arraiolos orientada pelo historiador Rui Miguel Lobo e pelo historiador de arte – e também director-geral do Terra sem Sombra – José António Falcão.”
O programa terminou com a “iniciativa de salvaguarda da biodiversidade (1 de Março) tendo como tema a bolota e as suas virtudes numa apresentação feita no Moinho de Pisões”, com José Mira Potes (engenheiro zootécnico), Teresa Rita Barrocas (empresária) e Ana Fonseca (investigadora).
No “Moinho de Pisões” colocou-se a mão na massa para fazer “bombons de bolota” mostrando uma vertente interessante deste produto do montando.
Com elevada adesão esta foi uma visita com forte caráter identitário.